Arrumar a cama faz mal à saúde

é bagunçada mas é limpinha…

Gostou, né? Se você é daqueles que “esquecem” ou “não têm tempo” de arrumar a cama quando levantam, não precisa mais se envergonhar por isso. Pelo contrário. Quando aparecer alguém te chamando de desleixado ou preguiçoso, pode dizer, com toda a dignidade, que você está apenas cuidando da saúde.

Uma pesquisa da Universidade de Kingston, na Inglaterra, mostrou que manter a cama desarrumada é uma forma de acabar com os ácaros que vivem nela (choque-se: pode ter até um milhão e meio deles por lá). E isso ajuda a prevenir uma porção de alergias e problemas respiratórios.

Por quê? Os ácaros precisam de calor e umidade para sobreviver. E, segundo o cabeça do estudo, uma cama bagunçada tende a ser mais fria e seca do que uma cama arrumadinha, o que mata os bichos por desidratação. (Mas bagunça também tem limite: não arrumar a cama não é a mesma coisa que não trocar os lençóis nunca, viu? Aí sim os bichos se reproduzem mais e mais.)

 

Pesquisadores elegem a piada mais engraçada do mundo

É sério. O psicólogo inglês Richard Wiseman, da Universidade de Hertfordshire, criou o site LaughLab para encontrar a piada mais engraçada do mundo. Durante 1 ano, quem entrava na página podia, além de publicar sua piada preferida, dar notas para as que já estavam por lá.

Foram, no total, mais de 40 mil piadas cadastradas, e cerca de 2 milhões de avaliaçõesindividuais, vindas de todos os cantos do mundo. A que agradou à maioria dos visitantes, no fim das contas, foi a enviada por um inglês de 31 anos chamado Gurpal Gosall.

Preparado? Atenção para a melhor piada de todos os tempos.

Dois caçadores estão em um bosque, quando um deles desmaia. Ele parece não estar respirando e seus olhos estão vidrados. O outro caçador pega o telefone e liga para a emergência: “Meu amigo está morto! O que faço?”. O atendente responde: “Calma, eu te ajudo. Primeiro, temos que ter certeza de que ele está morto”. Há um silêncio, e então um tiro é ouvido. De volta ao telefone, o cara diz: “Pronto, e agora?”.

Hehehe. “Muitas das piadas enviadas receberam avaliações mais altas de certos grupos de pessoas, mas essa teve um apelo realmente universal“, disse o líder da pesquisa.

A gente, aqui do CIÊNCIA MALUCA, particularmente, gosta bem mais de uma outra, que ficou em primeiro lugar só entre os visitantes do Reino Unido. Dá uma olhada.

Uma mulher entra no ônibus com seu bebê. O motorista diz: “Esse é o bebê mais feio que eu já vi. Ugh!”. A mulher vai para o fundo do ônibus e se senta, furiosa. Ela diz para o homem que está sentado ao lado: “O motorista acabou de me insultar!”. O homem responde: “Pois volte lá e coloque-o no lugar dele — pode ir, eu seguro o seu macaco pra você”.

Pessoas preconceituosas têm QI menor

Óbvio. Inteligência e preconceito não cabem na mesma frase.

pesquisa de psicólogos da Brock Universidade, no Canadá, provou isso. Eles analisaram dois estudos britânicos, com bebês nascidos em 1958 e 1970, que passaram por testes de inteligência aos 10 e 11 anos e depois aos 30 ou 33. As provas exigiam que os participantes encontrassem padrões entre palavras, símbolos e formatos, ou relembrassem números e definissem significado de expressões.

Nessa fase adulta, eles também tiveram de ler uma série de afirmações e dizer quanto concordavam com elas. Eram frases do tipo “a família sofre quando a mãe trabalha o dia inteiro fora”, ou “eu não me importaria em trabalhar com pessoas de outras raças” (!).

Aí quem tinha pontuação menor nos testes de inteligência, em geral, mostrava um lado bem mais preconceituoso. E eles também tendiam a ser bem mais conservadores (imagine, que absurdo, uma mulher passar o dia trabalhando…).

Ok, existem exceções. Hitler, por exemplo, tinha o QI bem alto. Mas inteligência não tem só a ver com boas pontuações em testes chatos, né? Até porque ele perdeu uma guerra…

Pessoas bonitas parecem mais legais (mas não são)

Você costuma simpatizar mais com as pessoas bonitas e considerá-las, à primeira vista, mais simpáticas e educadas? Se sim, infelizmente, a maioria pensa como você. Maaaas sua visão pré-concebida não anda assim tão certeira.

Foi o que alguns psicólogos da Universidade de Jerusalém e da Open University descobriram. Eles mostraram a 118 estudantes vídeos de mulheres fazendo coisas do dia-a-dia, como caminhar ou ler a previsão do tempo. Primeiro os participantes da pesquisa avaliaram a belezade cada uma delas. Na sequência, tiveram de classificar quais pareciam ser extrovertidas, abertas a novas experiências, organizadas, amigáveis e compreensivas, ou neuróticas. Fim da história: as mais bonitas sempre levavam a melhor, enquanto as menos agraciadas pagavam de neuróticas e chatas.

Só que eles se enganaram. As mulheres dos vídeos também responderam a algumas perguntas, para contar um pouco mais sobre a própria personalidade. E, olha só, não havia nenhumarelação entre beleza e simpatia. Algumas beldades eram mais introvertidas e menos amigáveis do que as mulheres consideradas menos bonitas.

Viu, só? Agora vê se para de analisar o conteúdo do produto só pela embalagem.

Alunos populares se saem melhor na carreira (e não os nerds)

A revanche dos nerds? Isso non ecziste, já diria Padre Quevedo. Segundo pesquisa da Universidade de Chicago, os nerds não levam a melhor na vida adulta: os ~adolescentes populares~ do colégio ganham salários mais altos que eles.

Para chegar a esta conclusão, um grupo de economistas analisou os questionários respondidos, em 1975, por mais de 8 mil pessoas. Todas haviam concluído o ensino médio no ano de 1957 e tiveram de citar quem eram seus três melhores amigos naquela época. Os nomes mais citados subiam degraus no ranking de popularidade dos pesquisadores.

Aí eles avaliaram os ganhos profissionais de cada um deles nos 35 anos seguintes à formatura do colégio. E o pessoal pop ganhava até 2% a mais do que os nerds.  Quem não era nada popular, mas se tornou bastante “conhecidinho” até o fim dos anos de colégio conseguia os salários mais altos: 10% a mais do que os nerds inveterados.

Segundo os pesquisadores, essa galera popular vem de um “ambiente familiar mais acolhedor”. E, atenção, isso nada tem a ver com notas baixas. Parte da popularidade dos participantes vinha da inteligência, dos bons resultados nas provas e da facilidade em se comunicar. Diz a pesquisa que uma adolescência feliz é o treino para “se adequar socialmente e ser bem sucedido na hora de desempenhar os papéis de um adulto”.

Se não adianta nada ter popularidade e não botar a cabeça para pensar, o segredo é ser umnerd popular, né? (mesmo porque ser nerd tá na moda…)

Novelas e comédias românticas atrapalham seu relacionamento

A gente já tinha avisado por aqui que comédia romântica atrapalha sua vida. Dessa vez outro grupo de pesquisadores decidiu investigar o efeito desses romances de mentirinha nos relacionamentos da vida real. E o resultado não foi muito bom.

A pesquisa do Albion College, nos Estados Unidos, contou com a participação de 392 pessoas casadas. Eles tiveram de completar um questionário sobre o atual relacionamento: satisfação, expectativas e compromisso. E ainda responderam quanto acreditavam nos casais de filmes, comédias românticas, novelas e seriados – para isso, os pesquisadores pediram que classificassem quão verdadeiras ou falsas eram as afirmações do tipo “a televisão mostra os relacionamentos como eles realmente são” ou “a tevê me ajuda a entender o que eu posso esperar dos meus relacionamentos”.

Quanto mais os participantes acreditavam nos romances da tevê, menos eles pareciam se importar com o relacionamento atual e consideravam mais a possibilidade de ficar solteiros outrocar de parceiro. Afinal, existem namoros mais legais e gente mais interessante por aí…

Esses participantes também sentiam mais as “perdas” que vêm com o namoro ou casamento, como a falta de liberdade ou de tempo sozinho. Mas eles já esperam pagar “preços altos” com os relacionamentos, então isso não quer dizer que estejam menos satisfeitos com o relacionamento. Ainda assim pensam mais em terminar o relacionamento.

“Minha esperança é que, depois de lerem sobre a pesquisa, as pessoas possam olhar para o próprio relacionamento ou para o namoro dos amigos. Quão realista é sua expectativa em relação ao seu parceiro e de onde você tirou essa expectativa?”, diz Jeremy Osborn, líder da pesquisa.

Pensa aí, galera.

Matemática pode mesmo dar dor de cabeça

Não é frescura, matemática pode realmente dar dor de cabeça para quem não se dá muito bem com ela.

Pesquisadores da Universidade de Chicago deram alguns problemas matemáticos para 28 alunos– metade deles sofria de “ansiedade matemática” e outros não. Antes e durante os testes, os participantes tinham os cérebros escaneados. E, entre os jovens ansiosos, que mais sofriam na hora de resolver as equações, havia um aumento nas atividades cerebrais associadas ao medo e à dor física.

“Matemática pode ser difícil e para aqueles com altos níveis de ansiedade matemática, ela se associa à tensão, apreensão e medo”, diz a pesquisa. “O interessante é que esta relação não acontecia durante os testes, o que sugere que não é a matemática, em si, que causa dor física, mas sim a antecipação a ela”. Ou seja, era a apreensão que deixava os alunos com dor de cabeça, e não os exercícios.Essa dor é semelhante a que os apaixonados sentem quando levam um pé na bunda.

No fim da história, por mais que você ache matemática uma chatice sem fim, é melhor nãosofrer por antecipação – ou a dor pode virar física de verdade…

Estresse faz o tempo passar mais devagar

A noite de sexta-feira sempre demora uma eternidade para chegar. Mas sábado e domingo passam voando. Isso não é mais papo de bar, é fato comprovado pela ciência. E a culpa é do seu estado emocional.

A comprovação veio com a ajuda de dois macacos, treinados por pesquisadores daUniversidade de Minnesota, nos Estados Unidos. Durante três meses, os animais aprenderam a mover os olhos de um ponto a outro numa velocidade que deveria durar um segundo. Não havia nenhuma pista externa para ajudá-los a medir o tempo. E nem sempre eles conseguiam ser exatos nos cálculos: em média, levavam de 0,0973 segundo até 1,003 segundo para mover os olhos.

Enquanto os macacos faziam os exercícios, os cientistas mediam, com a ajuda de eletrodos, aatividade cerebral de 100 neurônios – associados ao movimento dos olhos. De um movimento ao outro, as atividades desses neurônios diminuem um pouco. E essa queda é responsável pelanoção de tempo dos macacos. Se, durante o teste, houver uma rápida diminuição dessas atividades, os macacos vão subestimar a duração de um segundo – ele parece menor, aí demoram mais tempo para mexer os olhos de um ponto ao outro. Mas se essa região cerebral demorar um pouco mais para diminuir o ritmo, o tempo vai parecer mais longo – aí eles vão levar mais de um segundo para concluir a tarefa.

Eles viam o tempo de forma diferente por causa do estresse. Segundo a pesquisa, substâncias como a adrenalina podem comprometer o ritmo das atividades cerebrais. “No nosso modelo, uma mudança na taxa de queda é tudo o que você precisa para sentir diferença na percepção de tempo”, explica Geoffrey Ghose, envolvido com o estudo.

Viu, não é à toa que o tempo voa nos dias de folga e parece andar em câmera lenta durante o expediente.

Tem asma? Andar de montanha-russa resolve

Até perdi o ar! (Ou não?)
Você conhece o prêmio Ig Nobel? Entregue sempre no comecinho de outubro em uma cerimônia na Universidade de Harvard, nos EUA, é o Oscar para as descobertas científicas mais estranhas do ano (que “primeiro fazem as pessoas rir, depois pensar”). Ou seja: bem o que a gente aqui do Ciência Maluca gosta. Fresquinho da edição deste ano, o estudo que levou o prêmio na categoria Medicina foi o dos pesquisadores Simon Rietveld, da Universidade de Amsterdam, e Ilja van Beest, da Universidade de Tilburg, ambas na Holanda, que descobriram que os sintomas da asma podem ser tratados com… passeios de montanha-russa.
Eles levaram 25 mulheres que sofrem de asma a um parque de diversões e, depois de umas voltinhas no brinquedo, testaram a qualidade respiratória de cada uma. E viva, as voluntárias sentiam menos dificuldade para respirar após os loops e spins da montanha-russa do que antes da aventura. Quando o carrinho ia começar a andar, o cenário era ruim: o estresse emocional negativo (no caso, medo) e a pressão sanguínea atingiam seu ápice – o que prejudica a respiração. Mas, logo após o passeio, o estresse emocional positivo (aquela energia boa que sentimos) e o ritmo cardíaco aumentavam, o que facilita o trajeto do ar.
Para pensar: será que algodão doce é bom contra diabetes, o kamikaze ajuda quem tem labirintite, o tiro ao alvo melhora a visão ou algo assim? (Outros vencedores do Ig Nobel 2010 você confere aqui no blog – e também na revista – logo mais!)

TV a cabo deixa as pessoas infelizes

AH, que alegria… (not!)
Não viajou no feriado? Fuja do sofá, pelo bem do seu coraçãozinho. “Ver TV é a atividade de lazer mais importante na sociedade moderna. Isso sugere, portanto, que, para muitas pessoas, a televisão é uma fonte importante de bem-estar”, começa um estudo de pesquisadores das universidades de Zurich e de Basel, na Suíça, que foram atrás de descobrir se ter um montão de canais ao alcance do controle remoto deixa as pessoas mais felizes ou não. “Particularmente, espera-se que ter um quadro maior de opções aumente (ou ao menos não diminua) a felicidade, já que permite que o indivíduo corresponda suas preferências com o que é fornecido”, dizem os caras. Mas não é por aí. Analisando dados de pesquisas governamentais (feitas entre 1995 e 2003, com cerca de 72 mil pessoas de 37 países da Europa), eles descobriram que as pessoas “se declaram menos satisfeitas com a própria vida quando expostas a mais canais” e que, portanto, “o efeito de ter um número maior de canais disponível não é benéfico”. “Isso sugere que muitas pessoas vivem um problema de autocontrole quando o papo é assistir TV” – e deixam de viver “experiências valiosas” para ficar em frente à telinha.