Pessoas preconceituosas têm QI menor

Óbvio. Inteligência e preconceito não cabem na mesma frase.

pesquisa de psicólogos da Brock Universidade, no Canadá, provou isso. Eles analisaram dois estudos britânicos, com bebês nascidos em 1958 e 1970, que passaram por testes de inteligência aos 10 e 11 anos e depois aos 30 ou 33. As provas exigiam que os participantes encontrassem padrões entre palavras, símbolos e formatos, ou relembrassem números e definissem significado de expressões.

Nessa fase adulta, eles também tiveram de ler uma série de afirmações e dizer quanto concordavam com elas. Eram frases do tipo “a família sofre quando a mãe trabalha o dia inteiro fora”, ou “eu não me importaria em trabalhar com pessoas de outras raças” (!).

Aí quem tinha pontuação menor nos testes de inteligência, em geral, mostrava um lado bem mais preconceituoso. E eles também tendiam a ser bem mais conservadores (imagine, que absurdo, uma mulher passar o dia trabalhando…).

Ok, existem exceções. Hitler, por exemplo, tinha o QI bem alto. Mas inteligência não tem só a ver com boas pontuações em testes chatos, né? Até porque ele perdeu uma guerra…

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Pessoas bonitas parecem mais legais (mas não são)

Você costuma simpatizar mais com as pessoas bonitas e considerá-las, à primeira vista, mais simpáticas e educadas? Se sim, infelizmente, a maioria pensa como você. Maaaas sua visão pré-concebida não anda assim tão certeira.

Foi o que alguns psicólogos da Universidade de Jerusalém e da Open University descobriram. Eles mostraram a 118 estudantes vídeos de mulheres fazendo coisas do dia-a-dia, como caminhar ou ler a previsão do tempo. Primeiro os participantes da pesquisa avaliaram a belezade cada uma delas. Na sequência, tiveram de classificar quais pareciam ser extrovertidas, abertas a novas experiências, organizadas, amigáveis e compreensivas, ou neuróticas. Fim da história: as mais bonitas sempre levavam a melhor, enquanto as menos agraciadas pagavam de neuróticas e chatas.

Só que eles se enganaram. As mulheres dos vídeos também responderam a algumas perguntas, para contar um pouco mais sobre a própria personalidade. E, olha só, não havia nenhumarelação entre beleza e simpatia. Algumas beldades eram mais introvertidas e menos amigáveis do que as mulheres consideradas menos bonitas.

Viu, só? Agora vê se para de analisar o conteúdo do produto só pela embalagem.

Alunos populares se saem melhor na carreira (e não os nerds)

A revanche dos nerds? Isso non ecziste, já diria Padre Quevedo. Segundo pesquisa da Universidade de Chicago, os nerds não levam a melhor na vida adulta: os ~adolescentes populares~ do colégio ganham salários mais altos que eles.

Para chegar a esta conclusão, um grupo de economistas analisou os questionários respondidos, em 1975, por mais de 8 mil pessoas. Todas haviam concluído o ensino médio no ano de 1957 e tiveram de citar quem eram seus três melhores amigos naquela época. Os nomes mais citados subiam degraus no ranking de popularidade dos pesquisadores.

Aí eles avaliaram os ganhos profissionais de cada um deles nos 35 anos seguintes à formatura do colégio. E o pessoal pop ganhava até 2% a mais do que os nerds.  Quem não era nada popular, mas se tornou bastante “conhecidinho” até o fim dos anos de colégio conseguia os salários mais altos: 10% a mais do que os nerds inveterados.

Segundo os pesquisadores, essa galera popular vem de um “ambiente familiar mais acolhedor”. E, atenção, isso nada tem a ver com notas baixas. Parte da popularidade dos participantes vinha da inteligência, dos bons resultados nas provas e da facilidade em se comunicar. Diz a pesquisa que uma adolescência feliz é o treino para “se adequar socialmente e ser bem sucedido na hora de desempenhar os papéis de um adulto”.

Se não adianta nada ter popularidade e não botar a cabeça para pensar, o segredo é ser umnerd popular, né? (mesmo porque ser nerd tá na moda…)

Novelas e comédias românticas atrapalham seu relacionamento

A gente já tinha avisado por aqui que comédia romântica atrapalha sua vida. Dessa vez outro grupo de pesquisadores decidiu investigar o efeito desses romances de mentirinha nos relacionamentos da vida real. E o resultado não foi muito bom.

A pesquisa do Albion College, nos Estados Unidos, contou com a participação de 392 pessoas casadas. Eles tiveram de completar um questionário sobre o atual relacionamento: satisfação, expectativas e compromisso. E ainda responderam quanto acreditavam nos casais de filmes, comédias românticas, novelas e seriados – para isso, os pesquisadores pediram que classificassem quão verdadeiras ou falsas eram as afirmações do tipo “a televisão mostra os relacionamentos como eles realmente são” ou “a tevê me ajuda a entender o que eu posso esperar dos meus relacionamentos”.

Quanto mais os participantes acreditavam nos romances da tevê, menos eles pareciam se importar com o relacionamento atual e consideravam mais a possibilidade de ficar solteiros outrocar de parceiro. Afinal, existem namoros mais legais e gente mais interessante por aí…

Esses participantes também sentiam mais as “perdas” que vêm com o namoro ou casamento, como a falta de liberdade ou de tempo sozinho. Mas eles já esperam pagar “preços altos” com os relacionamentos, então isso não quer dizer que estejam menos satisfeitos com o relacionamento. Ainda assim pensam mais em terminar o relacionamento.

“Minha esperança é que, depois de lerem sobre a pesquisa, as pessoas possam olhar para o próprio relacionamento ou para o namoro dos amigos. Quão realista é sua expectativa em relação ao seu parceiro e de onde você tirou essa expectativa?”, diz Jeremy Osborn, líder da pesquisa.

Pensa aí, galera.

Matemática pode mesmo dar dor de cabeça

Não é frescura, matemática pode realmente dar dor de cabeça para quem não se dá muito bem com ela.

Pesquisadores da Universidade de Chicago deram alguns problemas matemáticos para 28 alunos– metade deles sofria de “ansiedade matemática” e outros não. Antes e durante os testes, os participantes tinham os cérebros escaneados. E, entre os jovens ansiosos, que mais sofriam na hora de resolver as equações, havia um aumento nas atividades cerebrais associadas ao medo e à dor física.

“Matemática pode ser difícil e para aqueles com altos níveis de ansiedade matemática, ela se associa à tensão, apreensão e medo”, diz a pesquisa. “O interessante é que esta relação não acontecia durante os testes, o que sugere que não é a matemática, em si, que causa dor física, mas sim a antecipação a ela”. Ou seja, era a apreensão que deixava os alunos com dor de cabeça, e não os exercícios.Essa dor é semelhante a que os apaixonados sentem quando levam um pé na bunda.

No fim da história, por mais que você ache matemática uma chatice sem fim, é melhor nãosofrer por antecipação – ou a dor pode virar física de verdade…

Estresse faz o tempo passar mais devagar

A noite de sexta-feira sempre demora uma eternidade para chegar. Mas sábado e domingo passam voando. Isso não é mais papo de bar, é fato comprovado pela ciência. E a culpa é do seu estado emocional.

A comprovação veio com a ajuda de dois macacos, treinados por pesquisadores daUniversidade de Minnesota, nos Estados Unidos. Durante três meses, os animais aprenderam a mover os olhos de um ponto a outro numa velocidade que deveria durar um segundo. Não havia nenhuma pista externa para ajudá-los a medir o tempo. E nem sempre eles conseguiam ser exatos nos cálculos: em média, levavam de 0,0973 segundo até 1,003 segundo para mover os olhos.

Enquanto os macacos faziam os exercícios, os cientistas mediam, com a ajuda de eletrodos, aatividade cerebral de 100 neurônios – associados ao movimento dos olhos. De um movimento ao outro, as atividades desses neurônios diminuem um pouco. E essa queda é responsável pelanoção de tempo dos macacos. Se, durante o teste, houver uma rápida diminuição dessas atividades, os macacos vão subestimar a duração de um segundo – ele parece menor, aí demoram mais tempo para mexer os olhos de um ponto ao outro. Mas se essa região cerebral demorar um pouco mais para diminuir o ritmo, o tempo vai parecer mais longo – aí eles vão levar mais de um segundo para concluir a tarefa.

Eles viam o tempo de forma diferente por causa do estresse. Segundo a pesquisa, substâncias como a adrenalina podem comprometer o ritmo das atividades cerebrais. “No nosso modelo, uma mudança na taxa de queda é tudo o que você precisa para sentir diferença na percepção de tempo”, explica Geoffrey Ghose, envolvido com o estudo.

Viu, não é à toa que o tempo voa nos dias de folga e parece andar em câmera lenta durante o expediente.